Trajetória

Formação — Detalhes

Formação acadêmica

Iniciei meus estudos em Teologia, no contexto de formação confessional, percurso que contribuiu de maneira decisiva para minha atenção às questões humanas, éticas e subjetivas. Mais tarde, dei continuidade à minha formação na Universidade de Brasília, onde obtive meu registro de Professor de Psicologia junto ao MEC, consolidando uma base acadêmica ligada às ciências humanas, à educação e à escuta.


Formação psicanalítica

Minha formação psicanalítica começou no Instituto Saber em Brasília, onde estudei Teoria Psicanalítica Aplicada, e na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática do Distrito Federal, espaço em que dei meus primeiros passos de estudo e escuta clínica. Essa formação foi sustentada ao longo do tempo por estudo permanente, experiência clínica, supervisão e participação em espaços institucionais de transmissão. Trata-se de um percurso construído menos como acúmulo de títulos e mais como compromisso contínuo com a escuta, a elaboração e a responsabilidade ética própria ao campo psicanalítico.


Psicologia jurídica, educação e saúde mental

Ao longo do meu percurso, também aprofundei a interface entre subjetividade, instituições e cuidado por meio de pós-graduações em Psicologia Jurídica e em Psicopedagogia Clínica e Institucional, além de especialização em Educação e Saúde Mental. Essas formações me ajudaram a atuar em contextos nos quais o sofrimento psíquico exige leitura clínica, responsabilidade institucional e construção de dispositivos de acolhimento, especialmente em espaços que articulam educação, justiça e cuidado.


Projeto no MPDFT (2006–2012)

Entre os anos de 2006 e 2012, desenvolvi trabalho no âmbito do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, em iniciativas ligadas à Justiça Restaurativa e à Justiça Terapêutica. Nesse período, participei da implementação de acolhimentos vinculados à Lei Maria da Penha e também de dispositivos voltados para pessoas em situação de dependência química, buscando construir respostas institucionais que não se limitassem ao enquadramento jurídico do conflito, mas incluíssem escuta, responsabilização e possibilidade de elaboração subjetiva. Essa experiência se situa em uma interface delicada entre justiça, cuidado e subjetividade, contribuindo de modo importante para minha formação e para meu modo de compreender a relação entre sofrimento psíquico, vínculo social e instituições.


Idealização do Instituto Marçal e do Percurso Psicanalítico

Idealizei o Instituto Marçal como um espaço voltado à construção e à difusão do conhecimento psicanalítico, tendo como marca de identidade a leitura dos clássicos da psicanálise. A partir dessa base teórica, o projeto encontrou um desdobramento prático no Percurso Psicanalítico, constituído como espaço associativo e de serviço social, com oferta de atendimento ao público por meio de clínica social.

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